Casar em meio à crise exige planejamento e cuidado com pegadinhas; confira dicas
2016 foi um ano de aperto nos mais diversos setores da economia. A crise não poupou nem os apaixonados que começaram a planejar o casamento antes mesmo do ano começar.
Ricardo Dias, presidente da Abrafesta (Associação Brasileira de Eventos), diz que o número de eventos diminuiu de forma significativa neste ano. Entretanto, até quem se organizou tentou economizar de alguma forma.
Rubia Thalis, 26, que casou com Felipe Maçoli, 26, em setembro deste ano, começou a planejar o casamento um ano antes, mas teve de cortar alguns desejos.
“Na hora, fica muito difícil deixar de lado [o que queremos] para economizar, mas tive de abrir mão de uma cabine fotográfica que eu queria colocar na festa, pois meu orçamento já havia estourado”.
Em perspectiva, Rubia não se arrepende de ter investido no que julgou ser mais importante para ela: o vestido de noiva. “Eu me apaixonei na hora que eu vi. Paguei em seis parcelas, mas casei com o vestido dos meus sonhos e não economizei com isso”. Outro item que Rubia recomenda não abandonar é um cerimonialista: “Ele será seus olhos e ouvidos na festa e também durante os preparativos”.

Este é exatamente um dos conselhos que Ricardo Dias dá para os casais driblarem os efeitos da crise. “Contratar um organizador de eventos pode ajudar inclusive a equilibrar o orçamento”, uma vez que esses profissionais conhecem e direcionam os noivos para fornecedores compatíveis.
Dias diz que neste ano os noivos negociaram mais os preços, cortaram itens supérfluos e reduziram a lista de convidados e o tamanho da festa para gastarem menos. Por isso, os ‘mini-weddings’ –casamentos com menos convidados e, geralmente, realizado em um lugar menor– fizeram mais sucesso.
A casa de alguém da família, restaurantes ou outros ambientes alternativos se tornaram palco de diversos casamentos no ano, enquanto muitos salões de festa fecharam as portas, aponta Dias.
A dica da Abrafesta, porém, é tomar cuidado com quem entrou no ramo por causa da crise e não tem experiência alguma na área. ” O risco é grande, por isso é melhor pesquisar e analisar bem os fornecedores”.
Em outras palavras, cuidado com a tia boazinha que promete fazer 1.200 doces, cuidar dos arranjos florais e estar linda no casamento ou com aquele primo que até manja um pouco de saxofone.
Para 2017, a associação enxerga o setor com um otimismo discreto. “Acredito que em 2016 os fornecedores já enxugaram o que tinham de enxugar, 2017 é tempo de restabelecer o mercado”, diz o presidente.
Abaixo, veja restaurantes em São Paulo que fazem ‘mini-weddings’. As sugestões são de outra Dani (a repórter Daniele Nagase).