Como parte dos preparativos, o casal Bolsoddad de Maceió (AL) resolveu fazer um ensaio fotográfico conhecido como pré-wedding. Uma vez que o tema político não saía da boca dos noivos, a fotógrafa Yara, da HY Fotografias, propôs um desafio: que tal levar o assunto para as fotos? O casal topou na hora.
Ana, 23, vestiu roupas que estampavam o rosto do ex-presidente Lula e a inscrição #EleNão, enquanto Emannuel, 26, usou uma camiseta do candidato do PSL.
As defesas dos candidatos, porém, não se limitaram aos trajes. Até a temática do caixa 2, revelada em reportagem da Folha sobre empresas que bancam campanha contra o PT no WhatsApp, foi alvo do ensaio –curiosamente, a ideia foi do noivo bolsonarista (ou “bolsonete, como Ana costuma se referir a ele e aos amigos eleitores do PSL).
Em uma das fotos, Emannuel segura uma caixa e um celular, enquanto a noiva olha com reprovação. Ana conta que, assim que viu o alerta da notícia no celular, fez questão de enviá-la ao noivo.
Ana declara-se petista desde a infância, diz que ama política e afirma que o “gosto divergente não é motivo para findar relacionamentos”. Emannuel torce o nariz para as preferências da amada, mas é categórico nas redes sociais: “o que Deus uniu o homem não separa”.
Para enfatizar a tese de que “o amor supera tudo”, há uma foto inimaginável por qualquer eleitor: Ana, trajada de vermelho, aceita que Emannuel cole um adesivo de Bolsonaro na sua camiseta. Como chumbo trocado não dói, Emannuel leva Haddad nas costas.
O amor é forte, mas a paciência…
No 1º turno, o casal foi junto votar, mas uma discussão acalorada na volta custou uma semana de caras viradas. “A briga foi feia, voltamos a nos falar só na sexta-feira seguinte, na semana do ensaio”, revela Ana. Agora, já está tudo bem, pois, para ela, “o respeito é sua principal ideologia”.
Ana e Emannuel se casarão em 19 de janeiro de 2019, no entanto, a data preferida dela era dia 13. Embora seja dia de união, uma divisão marcante já é esperada: do lado dela no altar, a família petista, do dele, a família de empresários bolsonaristas.
Até lá, um dos candidatos será o novo presidente e a frase escrita pelos fotógrafos a respeito do ensaio deve ser o mantra do casal: “Em um país onde tudo é guerra e briga por causas fúteis, o amor nos mostra mais um vez que ele tudo suporta”.
Felicidades (e calma) aos noivos!
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Pesa. Funde o metal. Mil graus. Trefila. Martela. Solda. ‘Voilà’, obtém-se o material final. Pode parecer um procedimento profissional puramente técnico, mas, no Dia da Aliança, torna-se um momento romântico para casais que adoram colocar a mão na massa nos preparativos do casamento. Até mesmo na hora de fazer as alianças.
No espaço, o conceito ‘DIY (faça você mesmo)’ não surge como necessidade de economia, mas como uma experiência pré-casamento, em que os noivos constroem com as próprias mãos o símbolo da união.
Barbara Guth e o marido Flávio Franco trabalham com joias há 15 e 35 anos, respectivamente. Eles comandam o Atelier Escola de Joalheria Flávio Franco, nos Jardins, em São Paulo.
Segundo Barbara, a ideia de convidar os noivos para fazer as alianças surgiu porque o ateliê vinha fazendo muitas alianças personalizadas. “Já que tínhamos a estrutura e oferecíamos aulas de joalheria, por que não trazer os casais para cá para participarem ainda mais do processo?”, conta sobre o início do evento Dia da Aliança, há 11 anos.
“Cada etapa é bem cuidadosa, tanto na parte da construção da aliança, que é feita em tempo real, quanto no bate-papo que temos com casal sobre amor e energia, afinal, o metal é um condutor energético”, diz Barbara.
Os donos auxiliam os casais em quase todos os passos da confecção da joia, exceto na laminação, momento em que apenas os profissionais trabalham devido a periculosidade do processo, e também no final, hora em que entram opcionais, como gravações de nomes e cravação de gemas.
No quesito personalização, “o céu é o limite”, afirma Barbara. “Já fizemos aliança com madeira, casca de coco, pedra que o casal traz de alguma viagem, com carimbo ou toda cravejada de diamante”.
Além de fazer a joia, os noivos têm à disposição no local fotógrafo, bartender e petiscos, motivo pelo qual os noivos respondem a um miniquestionário antecipado sobre restrição alimentar e gostos pessoais.
O Dia da Aliança dura em média cinco horas e normalmente trabalha com uma quantidade de ouro específica por casal, mas é possível acrescentar mais, dependendo do modelo esperado, e até levar de casa. Por isso, o valor do pacote, que inclui um CD com as fotos do casal, varia.
Workshop
Quem tiver interesse em confeccionar as próprias alianças e não se importar em dividir a atenção com outros casais, pode optar pelo workshop, onde mais gente participa e o preço pode ser menor. O próximo evento será no fim de outubro, mas Barbara antecipa que outras datas serão abertas.
Em São Paulo, outros locais oferecem serviços semelhantes de personalização de alianças, como o Ateliê Labriola, com o evento Noivos Ourives, e a MW Joias.
SERVIÇO
Atelier Escola de Joalheria Flávio Franco
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