Enfim Sós https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br Inspirações, histórias reais e tendências sobre casamentos e vida a dois <3 Wed, 09 Jun 2021 21:50:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Noiva vai a hospital para que amiga internada participe de casamento https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2020/02/11/noiva-vai-a-hospital-para-que-amiga-internada-participe-de-casamento/ https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2020/02/11/noiva-vai-a-hospital-para-que-amiga-internada-participe-de-casamento/#respond Tue, 11 Feb 2020 12:30:27 +0000 https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/files/2020/02/WhatsApp-Image-2020-02-10-at-19.43.34-320x213.jpeg https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/?p=2538 Dois anos após a técnica em enfermagem Reginalda Matilde de Moraes conhecer seu marido, Geovane Donizete, em 1998, ela começou a trabalhar na Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG).

É lá que começa a história de amor que o blog conta abaixo. Um amor entre duas amigas: Reginalda e Fatinha.

O ano era 2000 e Fatinha trabalhava na mesma ala do hospital e exercia a mesma função de Reginalda. Logo que se conheceram, houve uma forte identificação. Passaram até a frequentar a mesma igreja e a amizade só cresceu.

O relacionamento de Reginalda com Geovane também se fortaleceu e eles foram morar juntos. Fatinha sempre acompanhou a vida do casal.

Tudo continuou igual até 2010, quando Fatinha começou a sentir dores nas pernas e também na coluna. Após procurar ajuda médica e fazer muitos exames, descobriu uma doença rara e degenerativa, a síndrome de Devic.

Assim que recebeu o diagnóstico, a técnica em enfermagem ficou apavorada, primeiro por não ter ideia do que era e depois por entender que, com o tempo, poderia perder a força dos membros e sofrer com atrofias.

Fatinha iniciou o tratamento após ter as pernas afetadas pela síndrome. Em seguida, veio o afastamento do trabalho. Ainda que a convivência diária entre as amigas tivesse sido interrompida, a amizade ficou mais forte.

Fatinha e Reginalda durante visita da noiva ao hospital
Fatinha e Reginalda durante visita da noiva ao hospital

Sempre que estava na casa de Fatinha, Reginalda observava que, embora as dificuldades aumentassem, a amiga nunca se questionava “por que ela?” e mantinha-se animada.

Oito anos se passaram desde diagnóstico da amiga e Reginalda resolveu que era a hora de oficializar o relacionamento com Geovani do jeito que sempre sonhou. Uma das maiores apoiadoras foi Fatinha, endossando que estaria presente na cerimônia.

“Na época, quando comecei a planejar o casamento, Fatinha andava com andador e já combinamos entre as amigas quem iria buscá-la. Só que de lá para cá ela teve crises e uma delas a levou para a UTI. Lá foi feita uma traqueostomia e ela passou a usar um respirador mecânico. Nas nossas conversas, a partir de então, ela mais nos ouve e tenta se comunicar mexendo os lábios”, conta Reginalda.

A data do casamento se aproximava e Reginalda sabia que a amiga não conseguiria mais ir à festa. Diante do impasse, a noiva teve uma ideia e resolveu conversar com o fotógrafo Paulo Júnior Nascimento, da Moving Fotografia e Cinema.

Eles combinaram de ir até o hospital no dia do casamento para registrar o encontro entre elas um pouco antes da cerimônia começar.

No grande dia, então, Reginalda foi para o salão de beleza. A ideia era sair de lá com antecedência para tentar ir ao hospital antes de se dirigir à cerimônia. Enquanto se arrumava, recebeu uma surpresa de suas amigas de trabalho. Elas se juntaram em uma vaquinha para ajudar os noivos na viagem de lua de mel. A lista de assinaturas contava com o nome de Fatinha. “Aquilo mexeu muito comigo, só que eu não apressei a cabeleireira, e, mesmo assim, fiquei pronta antes”, relembra.

Reginalda e o fotógrafo partiram rumo ao hospital. Chegando lá, além de receber os olhares curiosos das pessoas, ela superou um trauma pessoal: “Eu, que tenho fobia de elevador, entrei em um para chegar até a Fatinha”.

O encontro não poderia ter sido mais emocionante. “Quando ela me viu, foi uma surpresa muito grande, ela não conseguia crer que eu estava ali no dia do meu casamento. Ela repetia que não acreditava e que me amava muito. E eu dizia que ela é minha família e que eu queria muito que ela fizesse parte do meu álbum. Jamais pensei que ela fosse ficar tão agradecida, ela é muito especial para mim”, declara a noiva.

Para o fotógrafo que acompanhou a noiva, “é lindo ver o amor e a cumplicidade de duas pessoas que têm os corações ligados, assim como no matrimônio”.

Após viver momentos de grande emoção com a amiga, o dia 11 de janeiro de 2020 ainda ficou marcado como a data em que Reginalda realizou seu grande sonho após 22 anos de união com Geovani: um casamento com direito a “tudo do bom e do melhor”.

“Foi uma felicidade muito grande, eu aluguei um espaço ao ar livre do jeito que eu queria, corri atrás de tudo, do cerimonial à decoração. Como precisei ir a São Paulo, já comprei o tecido do vestido de noiva e pedi para uma costureira de Passos para fazer o modelo do jeito que eu desejava, cheio de detalhes, enfim, até hoje estou maravilhada”.

Reginalda diz que quando o blog entrou em contato, ela foi até o hospital pedir a autorização da amiga para contar a história e publicar as imagens. “Fatinha sorriu e brincou que ela iria enfeiar minhas fotos e aí eu disse que as imagens eram nossas e que iríamos guardar eternamente. Minha amiga ficou muito feliz. Não é porque ela está naquele hospital que deixou de ter o sorriso mais puro e sincero”, emociona-se.

Um mês após a festa, a técnica de enfermagem continua se revezando entre seus dois empregos, na Santa Casa e na UPA de Passos, e afirma que Fatinha permanece no hospital, fazendo pulsoterapia, comunicando-se por meio de sinais e superando um dia após o outro. “Entendo tudo o que ela quer dizer, porque a amo muito”, diz Reginalda.

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Com 36 anos, 8 filhos, HIV e passado com drogas, Eunice realiza sonho de se casar https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/11/30/com-36-anos-8-filhos-hiv-e-passado-com-drogas-eunice-realiza-sonho-de-se-casar/ https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/11/30/com-36-anos-8-filhos-hiv-e-passado-com-drogas-eunice-realiza-sonho-de-se-casar/#respond Sat, 30 Nov 2019 15:25:41 +0000 https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/files/2019/11/WhatsApp-Image-2019-11-30-at-11.27.45-320x213.jpeg https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/?p=2472 Quando a Organização Mundial da Saúde instituiu em 1987 o 1º de dezembro como o Dia Mundial de Combate à Aids, para destacar a importância da luta contra a epidemia pelo HIV, Eunice Sales da Silva tinha cerca de 3 anos de idade e não sonhava que um dia teria de enfrentar o vírus e seria voz contra o preconceito.

Hoje, aos 36 anos, não consegue dizer ao certo quando adquiriu a DST, isso porque ela iniciou sua vida sexual antes dos 12 anos, enquanto morava na rua. Aos 13, estava grávida de seu segundo filho –são oito no total, todos enviados para adoção.

Eunice foi levada para as ruas da região de Caieiras, na Grande São Paulo, pela mãe, alcoólatra, aos 9 anos. Com essa mesma idade, diz que começou a experimentar bebidas e foi morar com um homem de 21 anos a quem chama de “primeiro marido”, apresentado pela mãe.

“Eu engravidei dele aos 12 e quando tinha uns 13 engravidei de novo, ainda na dieta. Do Lucas e da Márcia. Mas depois eu fugi para São Paulo porque ele me espancava muito, eu vivia com a boca inchada, o olho inchado, ele me batia demais porque eu não queria ficar com ele, meu negócio era querer brincar na rua, essas coisas de criança”, relembra.

Já em São Paulo, ocupando uma chácara abandonada e com problemas com álcool e drogas, Eunice conheceu Reginaldo, homem com quem teve os outros seis filhos. “Minha casa era bem limpinha, mas quando nasceu minha filha, minha sogra chamou a viatura para mim. Ela disse que não queria que a neta vivesse daquele jeito e acionou o conselho tutelar. Depois disso, morando na cracolândia, eu tive mais dois filhos, só que eu não registrei e não sei o paradeiro”, lamenta.

Para sustentar os vícios, Eunice começou traficar drogas e por isso foi presa. Ao sair da cadeia, há um pouco mais de cinco anos, decidiu que não moraria mais na cracolândia e foi para a região da avenida Paulista. Foi lá que conheceu Edson Pessotto, que vai se tornar oficialmente seu marido na quarta-feira (4), em São Paulo.

Moradores de rua, Edson e Eunice se apaixonaram, mas ela continuava usando drogas. Logo em seguida, contraiu tuberculose. Edson, que já tentava dissuadir a amada do uso de entorpecentes, levou-na a um pronto-socorro. Após uma bateria de exames, o resultado: além da doença infecciosa, ela testou positivo para o HIV.

Desespero, vergonha, vontade de consumir ainda mais drogas e de se matar foram os sentimentos mais latentes em Eunice. Os ímpetos foram detidos pelo apoio integral de Edson e por sua vontade em mudar de rumo.

O casal descobriu também que era sorodiscordante, isto é, só Eunice tinha o vírus. Edson, desde então, faz exames regularmente, previne-se e acompanha a parceira em seu tratamento.

À época, o casal foi abordado por membros da Comunidade Santo Egídio, entre eles Alberto dos Santos, um arquiteto que ajuda moradores de rua oferecendo alimentos e princialmente atenção. Vendo o empenho da dupla em mudar de vida, a comunidade passou a acompanhá-la, inclusive com ajuda financeira para pagar o aluguel de uma casa em Campo Limpo, na Grande São Paulo, e na compra de móveis.

Após sair das ruas, Eunice se dedica aos animais onde mora, em São Paulo (Arquivo pessoal)

Há três anos longe das ruas e dos vícios, o casal cuida de um sítio na região de Embu das Artes e não precisa mais pagar a moradia. Depois de recuperada, Eunice conseguiu reencontrar a família, inclusive a mãe, que não bebe mais, a irmã e sobrinhos. Além disso, mantém contato com uma de suas filhas, hoje adolescente.

Eunice
Eunice e a mãe, que reencontrou anos depois, quando já havia se recuperado (Arquivo pessoal)

O sonho de encontrar os demais filhos permanece, mas outro de seus maiores desejos vai se realizar nesta segunda-feira (4): vai se vestir de noiva para dizer ‘sim’ ao amor de um marido companheiro e amoroso.

A cerimônia se tornará possível graças ao trabalho de conclusão de curso dos alunos de organização de eventos do Senac Lapa Tito, junto a uma ação da campanha Dezembro Sem Discriminação, cujo objetivo é alertar sobre o preconceito contra pessoas que vivem com HIV e que necessitam de ressocialização.

O ritmo de produção da celebração está acelerado, mas o grupo ainda está a procura de empresas do setor que possam auxiliar e apoiar o evento. Para ajudar, basta entrar em contato com marianayamin.stein@gmail.com ou fatorpositivoproducoes@gmail.com.

Alberto, que também é aluno do curso de eventos, almeja ver o casal prosperar: “Eles sempre nos ouvem e sempre estamos por perto para apoiá-los. Acreditamos que não exista grupo de risco, mas sim pessoas mais vulneráveis que precisam de maior atenção”, diz o arquiteto, que conta com a ajuda do esposo na empreitada.

Amparada e prestes a viver um dia repleto de alegria, Eunice define sua vida como “maravilhosa” e reconhece que o amor do futuro esposo foi fundamental na sua trajetória.

Edson e Eunice, prestes a se casarem, são sorodiscordantes e dizem querer ficar juntos para sempre (Arquivo pessoal)
Edson e Eunice, prestes a se casarem, são sorodiscordantes e dizem querer ficar juntos para sempre (Arquivo pessoal)

Felicidades ao casal!

 

 

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Noivo faz surpresa e chama ídolo da noiva, Mickey, para levar as alianças https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/11/22/noivo-faz-surpresa-e-chama-idolo-da-noiva-mickey-para-levar-as-aliancas/ https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/11/22/noivo-faz-surpresa-e-chama-idolo-da-noiva-mickey-para-levar-as-aliancas/#respond Fri, 22 Nov 2019 15:45:03 +0000 https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/files/2019/11/WhatsApp-Image-2019-11-22-at-12.28.35-320x213.jpeg https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/?p=2459 Você já viu foto de noiva abraçando noivo, pais, avós, padrinhos e até cachorro durante a cerimônia, mas o Mickey é um tanto inusitado, não é? Ainda mais em um casamento em Campo Grande, no Rio de Janeiro, e não na Disney.

Mas tem explicação (fofa): o noivo, Daniel Souza, 28, fingiu ter esquecido as alianças que o afilhado Emanuel levaria ao altar. A noiva, Nathalia dos Santos, 23, logo se exasperou: onde estava a caixinha que ela havia comprado? Que confusão era aquela justo em um momento tão importante e esperado?

O que ela não sabia é que Daniel já havia combinado com a madrinha Gisele que quem levaria as joias era o ídolo que a acompanha desde a infância: o Mickey. O personagem foi contratado em empresa de entretenimento do Rio. Veja a reação da noiva na hora da surpresa:

Nathalia conta que o amor pelo Mickey e pela Minnie sempre a acompanhou. “Quando era mais nova, eu andava para lá e para cá com os personagens de pelúcia. Quando amadureci, o amor aflorou e tudo o que via queria comprar, inclusive o meu enxoval tem muitas coisas dos ratinhos mais lindos desse mundo”.

Daniel entrou na onda desde o início. O pedido de namoro foi com uma festa surpresa da Minnie, o anel de noivado veio dentro de uma frasqueira da personagem e, por fim, o chá de panela também foi temático.

No casamento, não poderia ser diferente e, assim, o noivo, programou a surpresa, que, por pouco, não desestabilizou Nathalia. “Fiquei com medo, nervosa e com vergonha, mas quando o Mickey entrou, eu não sabia se chorava ou ria, minha reação foi abraçá-lo”.

Momento em que Mickey entrou na cerimônia levando as alianças
Momento em que Mickey entrou na cerimônia levando as alianças
Nathalia ainda sem acreditar quem estava no casamento dela com Daniel
Nathalia ainda sem acreditar quem estava no casamento dela com Daniel

Era de se imaginar que a lua de mel tivesse um destino óbvio: os parques da Disney, nos EUA, mas ainda não foi dessa vez, já que o dinheiro que a recepcionista e o consultor d vendas juntaram foi usado na compra da casa do casal, na Pavuna, Rio de Janeiro, e na festa de casamento.

Diante da repercussão da surpresa nas redes sociais, o fotógrafo da celebração sugeriu que eles fizessem uma vaquinha online para angariar recursos e realizar o maior sonho de Nathalia.

No entanto, o casal não deixou a lua de mel de lado. Foram passar uns dias em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, com esperança e planos de que o sonho pode se tornar realidade em breve.

Daniel e Nathalia ao lado Mickey após o casamento
Felicidades ao casal Nathalia e Daniel!
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Pedido de casamento no KFC mobiliza marcas e anônimos e gera onda de solidariedade https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/11/13/pedido-de-casamento-no-kfc-mobiliza-marcas-e-anonimos-e-gera-onda-de-solidariedade/ https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/11/13/pedido-de-casamento-no-kfc-mobiliza-marcas-e-anonimos-e-gera-onda-de-solidariedade/#respond Thu, 14 Nov 2019 00:04:26 +0000 https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/files/2019/11/casal-kfc-320x213.jpg https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/?p=2444 O máximo que Bhut Hector esperava quando surpreendeu Nonhlanhla com um pedido de casamento em uma unidade da rede de fast food KFC, na África do Sul, era um “sim”, mas aconteceu bem mais do que isso.

Após alguém gravar o momento e o vídeo começar a viralizar, as redes sociais do restaurante pediram ajuda dos internautas para encontrarem o casal.

Uma mobilização rapidamente se formou e, assim que eles foram identificados, dezenas de pessoas comuns e de empresas famosas começaram a oferecer presentes que vão de bebidas para a festa à passagem para lua de mel e doações em dinheiro.

O post do KFC recebeu mais de 24 mil retuítes e de 74 mil curtidas até esta quarta-feira (13).

Marcas de luxo ofereceram seus produtos e serviços, como a Audi, que disponibilizou um carro para que o casal aproveitasse melhor a lua de mel:

O casal chegou a ganhar ingressos para jogo, câmera fotográfica, acessórios para a noiva, roupas e outros itens para a celebração e para uso pessoal.

Até o concorrente McDonald’s resolveu aparecer oferecendo ida à Cidade do Cabo para que os noivos assistissem show da cantora Toni Braxton:

Segundo a BBC, o casal disse a um site notícias local que já havia se casado em 2012, mas desde de então o noivo não estava satisfeito com o anel dado à esposa à época, uma vez que não tinha trabalho e dinheiro para comprar algo melhor. Sendo assim, resolveu pedi-la em casamento novamente no KFC e contou com a ajuda de funcionários.

Após a onda de solidariedade, os noivos não esconderam a surpresa diante da mobilização de todos e agradeceram:

“Obrigado, África do Sul. Sua gentileza realmente nos aqueceu. Nunca imaginamos  que nossa história de amor tocaria tanta gente”.


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Brasileira que fugia do altar ganha concurso para pedir o namorado em casamento em Aruba https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/11/06/brasileira-que-fugia-do-altar-ganha-concurso-para-pedir-o-namorado-em-casamento-em-aruba/ https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/11/06/brasileira-que-fugia-do-altar-ganha-concurso-para-pedir-o-namorado-em-casamento-em-aruba/#respond Wed, 06 Nov 2019 13:25:44 +0000 https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/files/2019/10/WhatsApp-Image-2019-10-30-at-17.27.03-320x213.jpeg http://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/?p=704 Casamento nunca foi prioridade nos sonhos da Letícia Ramos, 29, mesmo amando o namorado, Paulo Monteiro, 29.

O casal se conheceu em Brasília, em 2016, por meio de um aplicativo de relacionamento. Após uns dias de conversa, um barzinho e uma festa, eles começaram a namorar –à distância, porque ela logo se mudou para outra cidade em Goiás.

De lá para cá, procuraram valorizar cada fim de semana juntos e aguentaram a vontade de jantar, passear e dormir juntos nos dias em que estavam separados.

No segundo bimestre deste ano, porém, apareceu a possibilidade de a servidora pública se mudar para Brasília novamente. Foi o gatilho para que planos sobre uma vida sob o mesmo teto começasse a surgir. “Entendi que quando for pra lá a gente já vai ter uma vida de casados, só faltaria oficializar”, projeta a goiana.

Foi aí que ela soube do He Said Yes, um concurso promovido pelo governo de Aruba, ilha do Caribe holandês. Na competição, a mulher que enviasse a melhor história de amor, segundo escolha e critérios da Autoridade de Turismo de Aruba no Brasil, ganharia a oportunidade de pedir seu namorado em casamento no local, com viagem e hospedagem pagos, desde que mantivesse a surpresa até o dia do pedido.

No relato, ela contou que após se conhecerem no Tinder, foram morar juntos em uma república em Brasília com mais dez pessoas. Quando decidiram ir para um cantinho só para os dois, a servidora foi foi nomeada em um concurso para trabalhar em outra cidade. Paulo chegou a falar em casamento algumas vezes, mas ela sempre encerrava o papo. Agora que soube que havia sido aprovada em outro concurso e voltaria a Brasília, queria contar a novidade para ele e emendar o pedido de casamento.

O júri gostou da história da moça que fugia do casamento e fez dela uma das três vencedoras da competição em meio a 12 mil inscrições de toda a América Latina.

Assim que soube da escolha, contou para três amigas e para a irmã o que pretendia fazer na viagem. A reação geral foi de surpresa, afinal, seria ela a proponente de algo que ela costumava escapar.

Engana-se quem pensa que um pedido de casamento só causa nervosismo em quem sonha com isso a vida toda. A emoção de Letícia foi às alturas quando pegou as alianças: “Comecei a querer chorar, é um momento muito intenso. Depois que fiz o pedido não consegui segurar. Quando ele disse sim e me abraçou, chorei e vi que estava no lugar certo e com a pessoa certa”.

A ‘pessoa certa’ de Letícia foi assimilando aos poucos a situação. Tudo começou com a ida repentina do casal para Aruba, sob o pretexto de que o casal havia ganhado uma viagem surpresa pela internet e que lá fariam um ensaio fotográfico para divulgação turística. As fotos, supostamente sem segundas intenções, culminaram no pedido de casamento em uma praia paradisíaca.

“[Paulo] demorou um tempinho pra entender o que estava acontecendo, perguntou se era de verdade, se não era encenação. Quando ele percebeu que era aquilo mesmo, ficou muito feliz e empolgado, não queria nem tirar a aliança quando a fotógrafa pediu pra tirar foto [da joia]”, conta Letícia.

A noiva, agora, já sonha com a cerimônia e com o que vem pela frente: “algo simples, ao ar livre, na praia ou em uma cachoeira, apenas com as pessoas mais próximas e sem vínculos com religião. Da celebração, já queremos ir direto pra lua de mel, que deve durar pelo menos 4 meses”.

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Sobre a experiência de pedir o namorado em casamento, em uma sociedade em que o mais comum é o homem fazer a proposta, Letícia afirma que a maioria ainda vê a mulher como uma pessoa doida pra casar, enquanto o homem corre do matrimônio. “Tem aqueles comentários de ‘game over’ dos amigos para o noivo, como se o casamento fosse o fim da vida para eles, e aquela pressão sobre a mulher, de que vai ficar pra titia, como se não tivesse nada mais importante. É  como se a mulher só estivesse esperando o pedido, mas a decisão é tomada exclusivamente pelo homem”, diz.

Após viver o momento mágico em Aruba, para o casal, um pensamento permanece: manter um relacionamento leve, com muita parceria, confiança e sintonia. Se tiver isso, a ideia do casamento deve partir dos dois no momento em que acharem oportuno, quem vai pedir oficialmente é apenas um detalhe.

Letícia e Paulo em Aruba após pedido de casamento (Divulgação)
Letícia e Paulo em Aruba após pedido de casamento (Divulgação)

 

 

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Noiva libera vestuário e madrinha resolve usar fantasia de T-Rex https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/09/04/noiva-libera-vestuario-e-madrinha-resolve-usar-fantasia-de-t-rex/ https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/09/04/noiva-libera-vestuario-e-madrinha-resolve-usar-fantasia-de-t-rex/#respond Wed, 04 Sep 2019 12:42:24 +0000 https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/files/2019/09/trex-320x213.jpg https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/?p=2351 Aí você, noiva, resolve que essa coisa de escolher a cor ou o modelo das roupas das madrinhas é demodê e diz para elas vestirem o que quiserem.

Foi o que fez Deanna Adams, quando aconselhou a irmã e madrinha, Christina Meador, a “vestir qualquer coisa de sua escolha” no casamento que ocorreu em agosto, em Nebraska (EUA).

A irmã caçula achou que seria uma boa ideia ir vestida de dinossauro T-Rex à cerimônia de Deanna e Joby. E assim permaneceu no altar durante a celebração.

Engana-se, porém, quem pensa que a atitude deixou a noiva irada ou até mesmo surpresa. Dias antes da festa, Christina mandou uma mensagem mostrando o modelito para a irmã. A resposta foi um efusivo: YES!

 

O resultado é que a madrinha pré-histórica não se arrependeu de nada, como ela mesma disse nas redes sociais:

 

“Quando você é dama de honra e dizem que pode vestir qualquer coisa que você escolher… Eu não me arrependo de nada“, escreveu.

O post de Christina já tem mais de 36 mil compartilhamentos e gente de toda parte do mundo fazendo comentários.

Veja trecho do casamento e a entrada da madrinha dinossaura:

Abaixo, Deanna e Joby em um clique sem a companhia do T-Rex 😀

 

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Grupo de WhatsApp do busão tem até casamento com bilhete único como convite https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/05/31/grupo-de-whatsapp-do-busao-tem-ate-casamento-com-bilhete-unico-como-convite/ https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/05/31/grupo-de-whatsapp-do-busao-tem-ate-casamento-com-bilhete-unico-como-convite/#respond Fri, 31 May 2019 23:25:11 +0000 https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/files/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-31-at-19.52.56-320x213.jpeg https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/?p=2275 Se você não ficou fora da internet nas últimas 48 horas, deve ter ouvido falar do grupo de WhatsApp da 693, linha de ônibus que leva centenas de pessoas diariamente do Méier (zona norte do Rio de Janeiro) até a Barra da Tijuca (zona oeste).

O Amon Borges, dos blogs Inteligência de Mercado e Lineup, acompanhou por mais de 24 horas dois grupos que ajudam passageiros com dicas e informações sobre a agora famosa linha de “busão”. Na rede social, ele ficou sabendo da história de dois personagens ilustres do ônibus: Priscilla e Lucas.  Leia o post para entender por que o casal veio parar aqui no Enfim Sós <3.

Priscilla Bradley, 33, e Lucas Gonçalves, 28 sempre fizeram o percurso do Engenho de Dentro (zona norte) até a Barra diariamente para trabalhar.

Os dois, assim como outros participantes da comunidade virtual, enviavam fotos no grupo em momentos de descontração. Um dia, em março de 2017, Priscilla conta que estava com a amiga Flavia Pullig (também passageira) em um bar. Resolveram mandar uma imagem das duas no recinto.

Pessoalmente, ela e Lucas não se conheciam, mesmo trabalhando no mesmo condomínio no bairro da zona oeste da cidade. Mas o rapaz gostou da foto e resolveu interagir. “Mandou palminhas”, relembra Priscilla em conversa por telefone. “A gente ainda não se conhecia, mas o irmão dele, três anos antes, me salvou de um assalto na Lapa”, conta.

Na mesma noite da palminha, eles combinaram de sair. Foram a um bar e dançaram agarradinhos. “Vale ressaltar que alguns meses antes eu a vi no ponto aguardando o ônibus. Eu fiquei olhando e ela nem deu bola”, diverte-se Lucas.

Foram três meses até a relação receber um upgrade daqueles! Em junho de 2017, Lucas fez a pergunta certeira: “Você quer casar?”.

Dali ao matrimônio, em setembro de 2018, levou um pouco mais de um ano. Flávia, denominada cupido, virou madrinha.

“Começamos a trabalhar em dois lugares para juntar dinheiro [para o casamento]”, conta Priscilla.

O ensaio pré-boda ganhou um cenário bem cotidiano, mas muito especial: o busão, é claro.

Agora, a melhor parte: o convite para a cerimônia foi inspirado em um bilhete único. Sim! Estava escrito lá: “Embarque no expresso do amor! Do 693 para a vida”. Calma que melhora: na decoração da festa tinham dobraduras do ônibus.

Convite de casamento de Priscilla e Lucas: um bilhete único (Arquivo pessoal)

Que casal, prezados passageiros leitores!

Atualmente, nenhum dos dois pega diariamente o transporte, embora vivam no Engenho de Dentro. A agência de publicidade onde Priscilla trabalha mudou para o bairro da Glória (zona sul), e o jovem foi trabalhar na Gávea, também na zona sul, no departamento financeiro de outra agência.

Lucas dá “graças a Deus”, mas pondera: “O ônibus me deu o maior tesouro”.

Os passageiros do ônibus em breve devem ganhar um mascote, já que nos planos do casal está um filho. “Falamos sobre ele sem nem estar na minha barriga.”

Muito amor para o casal e trânsito livre e bons memes para o pessoal do grupo do 693.

 

 

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O amor está no ar: noivos entram em casamento voando e fazendo acrobacias; veja https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/04/08/o-amor-esta-no-ar-noivos-entram-em-casamento-voando-e-fazendo-acrobacias-veja/ https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2019/04/08/o-amor-esta-no-ar-noivos-entram-em-casamento-voando-e-fazendo-acrobacias-veja/#respond Mon, 08 Apr 2019 13:28:30 +0000 https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/files/2019/04/WhatsApp-Image-2019-04-04-at-01.21.24-2-320x213.jpeg https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/?p=2152 Mariana López, 43, e Roberto Buonocore, 44, começaram a vida de casados nas nuvens, e o motivo não é só uma metáfora para o amor. A dupla voou e fez acrobacias no ar diante de seus convidados, cada um em seu avião, antes de dizerem sim um ao outro.

O show aéreo foi o ponto de partida para a cerimônia ocorrida no dia 23 de março. A médica e o advogado argentinos são pilotos comerciais e, além disso, Roberto participa de shows de acrobacias enquanto a noiva narra as apresentações.

Em uma das demonstrações de Roberto, o casal se conheceu. Após se divorciaram de seus relacionamentos anteriores, iniciaram a parceria profissional e amorosa. Não demorou para Mariana largar tudo em Tandil, onde morava, para viver com Roberto em Mar del Plata.

Eles escolheram como palco da cerimônia um aeroclube da cidade. Para provar que o amor estava no ar, começaram a festa no céu, com Roberto pondo seu Jack 55M russo para virar de ponta cabeça. Mariana, vestida de noiva, veio em um Extra 330 LC, pilotado pelo amigo Sergio Mariñas.

O mau tempo não atrapalhou as apresentações, que aconteceram durante o pôr do sol ao som de Andrea Bocelli. Até a chuva resolveu esperar o show para cair; veja:

“Entramos com um voo crepuscular, que são os mais bonitos”, conta Roberto, que diz ainda que o fascínio por voar também está presente na decoração da casa deles e até nas alianças.

Conhecendo a história dos noivos, a designer de joias brasileira Maíra da Hora sugeriu imprimir nos anéis a localização geográfica exata de onde eles diriam o ‘sim’ diante do padre, com uma rosa dos ventos de diamante. “Um dia, essas peças contarão a história do casal; os filhos, netos, bisnetos e tataranetos vão ter e falar sobre as joias deste dia inesquecível”, projeta a joalheira.

As alianças guardam ainda a senha do casal, “SEADMV” –sigla contida em todos os bilhetes que um envia ao outro–, que é a abreviação de “Sos El Amor De Mi Vida (és o amor da minha vida)”.

Todas essas particularidades do casamento aéreo chamaram a atenção não apenas dos convidados. Dias após a união, os noivos apareceram até na TV local. Agora, diretamente da lua de mel, na Polinésia Francesa, enviaram ao blog uma imagem em um ambiente, digamos, oposto ao da pré-cerimônia:

Mariana e Roberto mostram as alianças em mergulho durante a lua de mel (Arquivo pessoal)

Que Mariana e Roberto sejam felizes no céu, no mar, na terra!

 

 

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A Marina, da Turma da Mônica, casou (e não foi com o Franjinha); veja https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2018/11/26/a-marina-da-turma-da-monica-casou-e-nao-foi-o-com-o-franjinha-veja/ https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2018/11/26/a-marina-da-turma-da-monica-casou-e-nao-foi-o-com-o-franjinha-veja/#respond Mon, 26 Nov 2018 12:06:18 +0000 https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/files/2018/11/marina_san-320x213.jpg https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/?p=2002 Sou da época em que Marina, a menina desenhista que exibe longas madeixas, surgiu no bairro do Limoeiro, onde moravam Mônica, Cascão, Cebolinha e Magali. De lá para cá, 23 anos se passaram e a garotinha inteligente subiu ao altar, na vida real, para dizer sim a Rafael Cameron (perdeu, Franjinha!).

Marina, assim como Mônica e Magali, é filha de Maurício de Sousa. O pai, orgulhoso, postou várias fotos nas redes sociais:

(Maria da Penha é a cadelinha –amiga do Bidu)

Mestiça –a mãe dela, Alice Takeda, é descendente de japoneses–, Marina escolheu um vestido especial para homenagear a cultura oriental. A decoração da festa e da cerimônia, elaborada por Nina Vintage Decor, seguiu a mesma inspiração.

A celebração ocorreu no sábado (24), no espaço Terras de Clara, em Morungaba, interior paulista, e contou com uma lista extensa de padrinhos: 34. Em cada cantinho, um personagem* aparecia. Na imagem abaixo, é possível ver Mônica (de rosa, ao lado do pai), Magali (quarta da esq. para a dir.), Maria Cebolinha (agachada à esq.), além das gêmeas Vanda e Valéria (personagens da Turma da Mônica Jovem).

Veja mais fotos do casório:

Uma das melhores partes: Magali saindo da festa cheia de marmitas!

E uma foto da Marina às vésperas do casamento (só porque achei bem parecida com a personagem 😁):

 

*Além das filhas citadas acima, outros filhos de Mauricio também serviram de inspiração para os quadrinhos: Do Contra (Mauricio), Nimbus (Mauro), Marcelinho (Marcelo) e Profº Spada (Mauricio Spada, que morreu em 2016).

 

 

 

 

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Blogueira do amor busca pela 2ª vez cura do câncer e pede ajuda na internet https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2018/11/02/blogueira-do-amor-busca-pela-2a-vez-cura-do-cancer-e-pede-ajuda-na-internet/ https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/2018/11/02/blogueira-do-amor-busca-pela-2a-vez-cura-do-cancer-e-pede-ajuda-na-internet/#respond Fri, 02 Nov 2018 13:00:59 +0000 https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/files/2018/11/marcela-noiva-320x213.jpg https://enfimsos.blogfolha.uol.com.br/?p=1951 A mineira Marcella Lisa, 31, é conhecida entre noivas brasileiras. O motivo é seu site, Berries and Love, onde são publicadas inspirações de casamentos que vão de vestidos de noiva a lembrancinhas. O lema que a blogueira divulga com mais afinco, porém, vai muito além da decoração ou da escolha do melhor bufê: ela costuma propagar que “o amor cura”.

Engenheira eletrônica por formação, Marcella começou a escrever sobre casamentos depois da sua união com Henrique Géa, 31, seu namorado desde a faculdade. Foi a história de tudo que o casal viveu entre o noivado e o casamento que fez com que ela optasse pela carreira de blogueira do amor, como se autointitula.

Marcela Lisa trabalhando em seu blog Berries and Love

O pedido de casamento feito por Henrique veio de surpresa, em 2008, aos pés da torre Eiffel. Como o sonho de Marcella sempre foi casar, não surpreendeu que a cerimônia ocorresse dali a anos, tão logo os jovens noivos terminassem a graduação. O que causou espanto, entretanto, foi a razão pela qual eles tiveram de adiar o planejamento: aos 22 anos, no último semestre da faculdade, Marcella descobriu que estava com câncer de mama.

“Sem dúvidas foi um choque para mim e para toda a família. A doença é silenciosa e eu não tinha percebido nenhuma diferença no meu corpo. Eu estava com uma leve alteração na tireoide, o endocrinologista desconfiou de uma doença autoimune que poderia afetar a minha fertilidade e por isso me recomendou ir a uma ginecologista. Não tinha costume de fazer exame de toque, mas a médica apalpou um nódulo e logo pediu exames de imagens para avaliação. No entanto, pela minha pouca idade, a suspeita era baixíssima [mas o resultado foi positivo]. Impossível não dizer que teve a mão de Deus me guiando para descobrir e me tratar o quanto antes”, conta Marcella.

Com o casamento adiado, era hora de ela se concentrar na cura. “Ver o carinho do Henrique por mim me deu força para lutar e vencer. Ele me levou em todas as 16 sessões de quimioterapia, 28 de radio, dezenas de consultas com mastologista, oncologista, radiologista. Foi ele quem cortou meu cabelo quando começou a cair. Ouvi-lo dizer que mesmo careca eu era a mulher mais linda do mundo foi um bálsamo para a minha alma, ainda hoje me emociono ao lembrar. Ele dizia que precisava de mim, mal sabe ele que eu que preciso dele”.

Henrique corta o cabelo de Marcella, que começa a cair com a quimioterapia
Marcella usou peruca por um curto período quando o cabelo caiu
Marcella usou peruca por um curto período quando o cabelo caiu

 

Marcella e Henrique em viagem ao Rio de Janeiro para comemorar o fim do tratamento de quimioterapia

Cabelo curto, sem cabelo, com franja, sem franja e com longas madeixas novamente. Tudo mudou muito na vida de Marcela após o câncer, mas o desejo de casar permaneceu. Depois do diagnóstico, o casal teve cerca de nove meses para preparar a festa, que também era uma celebração pela vida. Para agradecer a presença de todos no evento, eles escreveram o nome de cada convidado e fornecedor em corações de madeira e penduraram em uma árvore no local.

MUDANÇAS E NOVO DIAGNÓSTICO

Para continuarem celebrando o amor e a vida, Marcella e Henrique procuram fazer lua de mel todo ano. Em uma dessas viagens, encantaram-se com Vancouver (Canadá) e começaram a juntar dinheiro para mudarem de país. É de lá, desde 2016, que Marcella toca seu negócio, sempre em contato com noivas e fornecedores de casamento.

O relacionamento intenso com clientes e público foi fundamental para que ela contasse com eles em mais uma missão de cura.

Isso porque em fevereiro deste ano, durante um exame de rotina, foram constatados dois novos tumores, um em cada mama. “De novo, não senti nada diferente. Desta vez, os tumores são menores, mas mais agressivos e já se espalharam para outras partes”, diz Marcella.

Ao procurar tratamento no Canadá e no Brasil, a blogueira soube que as terapias convencionais não seriam curativas para o caso. A busca incessante por novas alternativas a levou para métodos desenvolvidos no México e na Alemanha.

Marcella escolheu Tijuana, no México, devido ao custo mais baixo do tratamento, que inclui hipertermia, vacinas com vírus e células dendríticas, além de vitaminas intravenosas com altas doses de vitamina C, curcumina, B17 e GCMAF.

“São terapias não tóxicas que se baseiam na ideia de fortalecer o sistema imunológico e treiná-lo para identificar as células cancerígenas, além de enfraquecer o câncer e desintoxicar o corpo”, relata a blogueira.

Infelizmente, nenhum plano de saúde cobre os procedimentos. Antes de optar pelo México, o casal gastou mais de R$ 100 mil em terapias no Canadá. No novo país, os gastos chegam a R$ 250 mil e abrangem nove semanas de tratamento no hospital e mais três meses em casa.

Marcella já começou a se tratar e lançou nas redes sociais uma campanha para arrecadar fundos e pagar a medicação completa. “Sabendo da nossa necessidade, amigos e fornecedores queridos se mobilizaram para criar ações com a hashtag #oamorcura. Com a ajuda das pessoas, de qualquer valor, posso alcançar meu objetivo. Acredito que o amor cura que e juntos somos mais fortes!”.

Marcella declara que só sairá de Tijuana curada, mas o tratamento –que já surte resultados positivos– ainda não está inteiramente pago. Há campanhas abertas em diversas plataformas. Quem deseja ajudar a blogueira a buscar a cura, pode clicar aqui ou aqui para ter mais informações sobre como contribuir.

Além de contar com inovações da medicina, colaboração dos amigos, da família e de profissionais do setor casamenteiro, o amor e a companhia de Henrique também foram essenciais ao longo dos 13 anos que estão juntos.

“As coisas que mais me impressionam na nossa relação são a cumplicidade, o carinho e o amor incondicional que desenvolvemos um pelo outro. Sem dúvidas ele é o meu porto seguro e não mede esforços para cuidar de mim e me fazer feliz”.

Marcella e Henrique em viagem

Marcella se fortalece também por meio da fé e da vontade de continuar falando sobre amor: “Entender o amor de Cristo por mim e por quem lê o que escrevo muda tudo na minha vida. Falar de amor é uma necessidade urgente. Ele cura, liberta, sara, transforma. O amor de Deus para conosco, entre pais, filhos, irmãos, amigos… Tudo isso me fascina, e o amor entre marido e mulher, esse me derrete. Tenho aprendido tanto com esse novo diagnóstico e tenho muito para dividir. Preciso falar de amor, por isso minha missão não acabou. Ela está só começando.

Sei que assim como eu muita gente deve estar passando por algum momento de dificuldade na vida. Fique firme, tenha fé em Deus! Não aceite notícias ruins como sendo verdades absolutas. Enquanto houver vida há esperança”.

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