Filha celebra bodas de prata no mesmo dia em que pais festejam bodas de ouro

Por Dani Braga

‘Não há fórmula mágica para um relacionamento ser duradouro. Vai além do amor, é saber se colocar no lugar do outro e respeitar a individualidade e o espaço de cada um’.

É assim que a designer de interiores Débora Alcaraz, 47, tenta definir o que vive ao lado do marido, Ramon, 51,  na comemoração dos 25 de casamento. Ela prefere não pregar a existência de um casamento ‘blindado’, como dizem por aí. Tudo o que sabe sobre relacionamento transcende sua própria experiência e vai ao encontro do que viu no convívio dos pais, Sergio, 75, e Maria Isabel Sartori, 70, que também celebram bodas em 2017, só que de ouro.

Para comemorar os aniversários dos matrimônios, o quarteto de Santo André (SP) resolveu renovar os votos de amor com tudo que um casamento tem direito: cerimônia com a bênção de um padre, jantar, decoração, pista de dança, alianças e 200 convidados.

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Renovar os votos, aliás, faz parte da vida de Débora e Ramon, mas até então só tinham feito isso no âmbito particular. Aos 21 anos de casados, brindaram a união nas Ilhas Maldivas; aos 15, em Bora Bora.

Contudo, a data mais aguardada era a das bodas de prata. A coincidência dos 50 anos de casados dos pais alimentou ainda mais a vontade de realizar um evento conjunto.

Renovações de votos de Débora e Ramon; a 1ª em 2007, nos 15 anos de casados, e a 2ª em 2013, aos 21 anos de união
Renovações de votos de Débora e Ramon; a 1ª em 2007, nos 15 anos de casados, e a 2ª em 2013, aos 21

“Foram cinco anos fazendo contagem regressiva e pensando como seria emocionante fazer uma comemoração que tivesse a cara dos quatro”, diz Débora. Como a mãe planejou todo casamento da filha, há 25 anos, a designer quis fazer o mesmo com a festa de agora. Um ano e meio antes, todos fizeram uma visita à Fazenda Legeado, no interior de São Paulo, e decidiram que seria este o local para as bodas.

De lá para cá, a rotina de Débora foi a de uma noiva em busca de agradar dois casais em vez de um. Ela contratou a assessora Babi Leite para auxiliá-la e recorreu aos casamentos originais para trazer à memória o passado. A prima Dani, daminha de honra que tinha cinco anos anos na cerimônia de 25 anos atrás, levou novamente as alianças, além disso, Maria Isabel carregou o mesmo terço que usou há 50 anos.

Ramon e Débora no casamento, em 1992, e Maria Isabel e Sérgio, em 1967
Maria Isabel e Sérgio, em 1967, e Ramon e Débora no casamento, em 1992  (Arquivo pessoal)

A lista de presentes foi substituída por um “presente consciente”, em que quem quisesse oferecer algo aos casais o fizesse por meio de doações às instituições Médicos Sem Fronteiras e AACD.

Se por um lado o “frio na barriga” foi o mesmo, a diferença entre os eventos é o que mais marcou. “No primeiro casamento, tinha a expectativa de como seria viver o resto da minha vida com ele, agora, tive o sentimento de realização e o desejo de que possamos seguir juntos, nos amando e nos respeitando até o final”, afirma a designer.

As promessas de união na saúde, na doença, na tristeza etc. foram substituídas por votos emocionados e agradecimentos aos parceiros(as) por tantos momentos de superação e alegria. No vídeo abaixo, dá para ter um gostinho de como foi a cerimônia:

Pode parecer perfeito, mas não é bem assim. Débora conta que, ao longo da vida, os pais enfrentaram desafios que a fizeram pensar o que casamento não iria resistir, “mas o amor que os une e a vontade de fazer dar certo são tão fortes que eles foram encontrando os caminhos ao longo do tempo”.

No caso dela e de Ramon, foi a experiência a professora. “Não somos infalíveis, as pessoas são diferentes, tentar entender o outro e suas atitudes e fraquezas pode ser o início de um casamento duradouro. Não há união que resista quando um dos dois já não é mais feliz.”

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FICHA TÉCNICA DA FESTA
Local: Fazenda Lageado
Fotos: Anna Quast e Ricky Arruda
Vídeo: Vinicius Credidio
Assessoria: Babi Leite
Decoração: Malu Frisoni e Débora Alcaraz
Bufê: Bia Afonso Ferreira
Drinques: Cocktelaria
Música: Banda Volpe