Noivos irritados antes do casamento? Saiba como não colaborar para isso

Por Dani Braga

“É JULIA! JU-LIA”, disse a dona do nome que não aguentava mais ser chamada de “noivinha” pela gerente de eventos do espaço onde vai se casar. “Estávamos discutindo sobre o serviço que seria oferecido e ela insistia em nos chamar de ‘noivinha e noivinho’ para amenizar o problema, sem resolvê-lo. Depois, começou a mexer no celular enquanto reclamávamos”.

Não ser chamada pelo nome não foi a única razão que fez Julia descer das tamancas durante os preparativos do casamento, que será em dezembro. Quem já casou provavelmente ouviu “cuidado para não ser uma ‘bridezilla'” (em tradução livre, uma mistura entre noiva e o monstrengo Godzilla), mas sejamos justos: tem coisa que tiraria do sério o mais calmo dos noivos (ah, sim, eles também se irritam durante os preparativos do casamento, afinal, trabalho não falta).

Julia conta que a mesma profissional a interrompia para mostrar as mensagens de uma outra noiva, que tinha ‘amado’ a experiência de casar no espaço. “‘Não sei porque você está tão nervosa, noivinha, todos os outros casais amam casar aqui. Olha só essa outra mensagem…’. Tentei explicar que o que me importava era a minha experiência, mas ela não cedeu e implicou que nós que éramos muito cri-cri”.

acredite, vocês não são os únicos que perdem a paciência durante os preparativos (Shutterstock)
Acredite, vocês não são os únicos que perdem a paciência durante os preparativos (Shutterstock)

A já casada Joyce Goldoni aborda um clássico: os preços. “O que mais me irritou é que os fornecedores cobraram um valor maior de orçamento só porque era um casamento. Se para fazer um aniversário o aluguel custava R$ 5 mil, para um casamento, chegava a R$ 20 mil”.

Fora do campo dos fornecedores, o noivo Wesley conta ao blog que ficou irritado quando convidou os padrinhos para um grupo no WhatsApp com o intuito de combinar a despedida de solteiro. Um deles veio com a frase “ah, vai ter dessas, é?”. Quando ele explicou que seria em um bar, apenas com os amigos, o padrinho questionou: “Por que em um bar se você não bebe? Por que não faz um pulo de paraquedas ou um projeto social?”. Para ele, o amigo parecia querer colocá-lo para baixo.

Até entre os noivos ocorrem atritos. Casada há quatro anos com Wagner, Danielle lembra que saia do eixo quando ela e ele discordavam em relação à decoração da casa nova ao mesmo tempo em que tinham de decidir tudo sobre a festa. “Ele queria de um jeito e eu de outro. Isso era o mais irritante”.

Uma noiva que não quis ser identificada relata duas chateações: a primeira é o noivo que, quando solicitado a dar opinião, responde apenas um “ok”. “Se eu quisesse que ele concordasse, eu apenas comunicaria a decisão, mas eu realmente quero saber o que ele prefere”. Por outro lado, as opiniões impositoras da mãe, para ela, são dispensáveis. “Eu digo que estou pensando em usar amarelo e lavanda na decoração e ela já diz ‘não, isso vai ficar muito feio’ ou quando eu falo que não sei ainda se vou usar véu e ela já solta ‘tem que usar, sim'”.

A lista de coisas para as quais os noivos torcem o nariz é extensa, aí vão alguns exemplos a partir de conversas com diferentes casais:

  • cobrar convite
  • pedir convites para terceiros
  • dizer para os noivos que agora a liberdade deles vai acabar
  • sugerir que depois de casados os noivos vão ‘embarangar’
  • falar que o sexo vai diminuir ou até acabar
  • dizer que o dinheiro do casamento poderia ser investido em “coisas mais importantes”
  • aceitar um convite para ser padrinho/madrinha e declinar perto da data do casamento
  • começar a cobrar filhos
  • a sogra(o) enumerar as preferências do filho(a) e dizer o que o cônjuge TEM de fazer
  • fornecedores que insistem em ligar mesmo com a dispensa dos noivos
  • fazer comparações com a festa de outras pessoas

(e continua…)

Você vai casar e já está pedindo paciência aos céus?  Mande seu relato pelo e-mail enfimsos.folha@gmail.com e esteja seguro: tudo vai se resolver antes do grande dia. <3